24/05/2020

Livro: Morte no Nilo


Livro: Morte no Nilo
Autor(a): Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Ano de Lançamento: 2014
Número de Páginas: 256
Minha Avaliação: ♥ ♥ ♥ ♥
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"- O que foi? – perguntou Poirot, apreensivo.
- Linnet Doyle está morta. Levou um tiro na cabeça, ontem à noite."

Durante suas férias em passagem pelo Rio Nilo, no Egito, o detetive Hercule Poirot se depara com um crime não esperado. A bela e rica Linnet Ridgeway é morta a bordo do barco de passeio. As suspeitas começam a crescer e a pergunta invade o cenário: quem matou Linnet?

O livro começa com a cidade de Malton-under-Wode recebendo a mulher mais bela e herdeira de um fortuna adimensional. Linnet acabou de comprar uma mansão que estava prestes a ruir e renovou completamente o ambiente. Cercada de pessoas que a veneravam, a jovem simplesmente tinha tudo aos seus pés. No decorrer da história conhecemos o seu futuro esposo, Simon Doyle, noivo de sua melhor amiga Jacqueline de Bellefort, que perdeu o pretendente para Linnet, como diz a personagem na história: “Quando o sol começou a brilhar, a lua foi ofuscada”.

Após se casar com Simon, Linnet e seu esposo partem para uma lua de mel que acaba se transformando em seus últimos momentos viva. A bordo do mesmo barco estavam Jacqueline, tentando infernizar o passeio do casal, o advogado da jovem cheio de documentos para que ela assinasse, e inúmeras outras pessoas interesseiras e que se tornaram bastante suspeitas após o assassinato.

Após a morte da personagem que, misteriosamente, ninguém viu o seu assassino entrando em sua cabine e saindo após matá-la, todos a bordo tentaram esconder seus segredos, confundindo assim o detetive Poirot com seus álibis e histórias mal contadas. De uma escritora em decadência à um jovem comunista que odiava a sra. Doyle simplesmente por ser rica, os personagens desta história a cada momento levantam mais suspeitas, tirando assim o leitor do seu rastro mais certo de quem foi o verdadeiro assassino.

Confesso que não me surpreendeu em nada quem foi o verdadeiro assassino de Linnet, inclusive desde o início suspeitei que fosse esta pessoa. Mas para fugir um pouco do óbvio a autora traz um final que surpreende mais que a própria história em si.

Contradizendo um pouco o parágrafo anterior, atualmente o final não é tão surpreendente, porém ao analisarmos o cenário (época) em que o romance foi escrito, é realmente um final nada esperado para o público leitor.

Fica aí mais uma dica de mistério de Agatha Christie, a rainha do crime, para ser desvendado. Uma leitura que flui com facilidade e deixa rastros de que devemos desconfiar realmente de todos e mais um pouco.

Por: Glauber Oliveira


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