Título: O Guerreiro Pagão - Crônicas Saxônicas Livro 7
Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 335
Minha Avaliação: ♥ ♥ ♥ ♥
"Haverá um fim para a matança. Era o que eu dizia a mim mesmo enquanto cavalgava para Bebbanburg, para meu lar. Haverá um fim para a matança. Eu abriria caminho até a fortaleza trucidando quem surgisse na minha frente, depois fecharia os portões e deixaria o mundo cair em um caos de confrontos e voltar ao normal, mas estaria em paz dentro daquela alta muralha de madeira. Deixaria os cristãos e os pagãos, os saxões e os dinamarqueses lutarem uns contra os outros até não restar ninguém de pé, mas dentro de Bebbanbrug viveria como um rei e convenceria Æthelflaed a ser minha rainha. Mercadores viajando pela estrada costeira iriam nos pagar taxas, navios de passagem pagariam pelo privilégio, as moedas iriam se empilhar e nós deixaríamos a vida correr solta. Quando o inferno congelar."
Uhtred, filho de Uhtred, que é filho de Uhtred, mais uma vez arrumando confusão por onde passa. Podemos definir o início do sétimo livro das Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell assim. Tudo começa com um reino na mais santa paz, consequência da assunção do rei Eduardo, filho do rei Alfredo, ao trono, onde nosso querido guerreiro pagão parece ter deixado seus dias de glória no passado. Mas, como numa Guerra Fria do século IX, a Britânia mergulhou numa paz repleta de tensão e, embora a ameaça dinamarquesa ainda esteja presente, nenhum dos lados do conflito parece ter disposição para arriscar um confronto.